“Portanto, seja a respeito de Cristo, seja a respeito de sua Igreja, seja a respeito de qualquer outra coisa que pertença à fé e à vossa vida, não direi que nós — de modo algum comparáveis àquele que disse: ‘Ainda que nós’ —, mas absolutamente o que ele acrescentou ao seguir adiante: ‘Se um anjo do céu vos anunciar algo além do que recebestes nas Escrituras legítimas e evangélicas, seja anátema’”. 

— Santo Agostinho, Contra as Cartas de Petiliano, liber III, caput 6.

Tudo o que diz respeito a Cristo, à Igreja e à vida cristã está sob juízo das Escrituras

“Essas coisas que a nossa fé possui, e que a razão investigou de algum modo, precisam ser confirmadas pelos testemunhos das Sagradas Escrituras: para que aqueles que, por menor capacidade de entendimento, não conseguem alcançá-las, creiam na autoridade divina e, assim, mereçam compreendê-las. E para que aqueles que as compreendem, mas são menos instruídos nas Escrituras da Igreja, não pensem que as apresentamos com base em nosso próprio entendimento, mas sim porque estão realmente presentes naqueles Livros.”

— Santo Agostinho, De Natura Boni, 24.

A fé precisa ser confirmada pela autoridade das Sagradas Escrituras

“Seja como for, crê em mim: tudo naquelas Escrituras é profundo e divino. Nelas está presente a verdade, e nelas há uma disciplina perfeitamente ajustada para reparar e restaurar as almas. E essa disciplina é de tal modo ordenada que ninguém deixa de delas extrair o que lhe é suficiente, desde que se aproxime para extrair com devoção e piedade, como a verdadeira religião requer.”

— Santo Agostinho, De Utilitate Credendi, 6.13

A suficiência das Escrituras para a vida cristã

“Persuadido de nossa impotência para achar a verdade só por meio da razão, e que para isso nos é necessária a autoridade das Sagradas Escrituras, comecei a crer que nunca terias conferido tão soberana autoridade a essas Escrituras em todo o mundo, se não quiséssemos que crêssemos e te buscássemos por elas.”

— Santo Agostinho, Confissões, libri VI, caput V.8

A autoridade das Escrituras como o caminho necessário para o conhecimento da verdade

“Eu, porém, ainda que não possa refutar os argumentos deles, vejo, contudo, que é necessário aderir às verdades que nas Escrituras estão mais claramente expressas, de modo que, a partir dessas verdades evidentes, se revelem as obscuras; e, se a mente ainda não for capaz de compreendê-las, aquilo que pode ser apreendido mediante demonstração, ou investigado nas suas profundezas, deve ser acreditado sem qualquer hesitação.”

— Santo Agostinho, De Peccatorum Meritis et Remissione et de Baptismo Parvulorum, libri III, caput 4.7

Às verdades das Escrituras estão mais claramente expressas

“Devemos considerar e crer que aquilo que nela [Escritura] está escrito é melhor e mais verdadeiro, mesmo que permaneça oculto, do que aquilo que podemos perceber por nós mesmos.” 

— Santo Agostinho, A Doutrina Cristã, libri II, 7.9

O que está nas Escrituras é mais certo e verdadeiro

“De fato, muito mais seguro é caminhar guiando-se pelas divinas Escrituras. Quando elas aparecem obscurecidas por palavras ou expressões que procuramos examinar, é necessário ou oferecer uma interpretação que não dê origem a controvérsias ou, se houver possibilidade, limitar a explicação aos testemunhos encontrados e devidamente aplicados em outras passagens da própria Escritura, resolvendo a questão a partir dela mesma.”

— Santo Agostinho, A Doutrina Cristã, libri III, 28.39

A Escritura como sua própria intérprete e regra segura contra a controvérsia